Gullar, o gato – 30 – De passagem  –

Gullar, o Gato
por João Lardon

Gullar, o gato – 30 – De passagem –

Existe uma comunidade humana que ama.

Interligada por um viver despretensioso.

Que espera por um afago dado.

Que se encontra em todo lado onde há gente do bem.

Que lado é este que se vai por amizade, cumplicidade ou vontade?

Não é desesperança ou dó.

É uma resistência eterna, terna, frágil, que se evapora e forte sustenta.

Essa comunidade se encontra onde quer que seja, de dia, de noite e as vezes dividem a mesma crença ou não.

Não importa. Não se explica.

A intensão é não ter intensão e sim acolhimento de estar no momento e presente.

Se choveu, se nevou, se suou, se fedeu, se desfez as horas e bússolas que orientam?

Não importa.

Passeando pelo planeta se compreendem falando línguas diferentes.

Juntam-se onde não há a luz.

Para acendê-la.

Aquecerem-se.

Respeitam-se através do olhar que não enxerga.

O real.

E se diz:

Eles têm um coração tão bom…

Eles têm um coração de pelo.

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