CUIDAR DE UM CÃO FAZ BEM À SAÚDE DO CORPO E DA ALMA!

Dra. Claudinha

CUIDAR DE UM CÃO FAZ BEM À SAÚDE DO CORPO E DA ALMA!

Hoje Drª Claudinha vai contar sobre o bem que faz ter um pet. Vai usar sua experiência não só de médica veterinária com 30 anos de formada, mas de tutora com 52 anos que sempre, desde que se entende por gente, A-DO-RA bichos.

Sempre tive bichos. Mas meu mesmo, a primeira, foi Pepita, uma Cocker Spaniel Inglesa, preta, presente de meu pai quando fiz 12 anos. Doce, boazinha e que me despertou vontade ser veterinária. Tinha muitos probleminhas de saúde e foi meio que minha “cobaia”, eu já estava na faculdade e a medicava com ajuda de meus mestres. Depois veio Adolpho, um Boxer lindíssimo, me fez companhia à beça durante a residência médica. Era a primeira vez que morava fora de casa, fora do RJ e ele surgiu, encantador. Um bebezinho rebelde, mordedor e que me fez feliz e menos solitária. Mais feliz fiquei, aliviada, quando meus pais aceitaram ele no apartamento do RJ, quando a residência acabou. Um lorde, comportou-se muito bem no apartamento. Um guerreiro bárbaro, na rua nos defendia de qualquer mal intencionado. Deixou uma prole numerosa. Ainda temos um bisneto dele no sítio, o Oliver. Depois casei, mudei, fiz mestrado, doutorado, tive nenê, trabalhava em Hospital Veterinário Universitário, cuidava de bichinhos doentinhos o dia todo e não dava para ter um só para mim. Mas aí fui ficando com tanta vontade de ser recebida com alegria quando voltasse pra casa…foi quando ganhei, de um aluno, o Theodoro, um gatinho mestiço siamês. Digno, Theo recebia as visita à porta, como um mordomo chique. No dia das mães ganhei Violeta, gatinha persa, cuja pelagem da cabecinha lembrava os risquinhos das violetas. Doce, meiga, feminina, até seu miado é delicado, hoje Violeta tem 15 anos, mas ainda guarda um quê de lolita nela.

Com cachorros, cuidava dos de rua

O tempo passou e finalmente surgiu em minha vida, agora diferente, trabalhando menos, com filho adulto, Amarillys, a Golden Retriever mais linda do universo. A musa do PET QUE PARIU! Chegou quase junto com a estréia do blog. Acompanhamos seu crescimento com fotos, brincadeiras e um documentário que breve vai estrear.

Hoje ela faz um ano de vida. Quando a conheci estava com 42 dias. O canil, um brinco de limpeza e organização. Era presente de meu filho. Pedi para pegar e depois coloquei no chão. Ela se arrastou devagarinho para nossos pés. e, aconchegada, abanou o pequenino rabinho. Morri de amores! Dez dias depois fui buscar.Já mais segura, assim que a recebi em meus braços, me deu milhões de lambeijos e veio no carro saltitante.

Mudou minha vida!! Saio com ela, caminho, faço amigos no calçadão de Copacabana. Dá trabalho, faz xixi, tenho que limpar, morde as coisas, destrói controle remoto. Dá amor, sorri, desfaz pensamentos tristes, faz a gente acordar de bom humor cedinho. Me faz ter prazer em  cozinhar para ela, para agradar um pouco, descasco legumes, pico verduras, fico na fila para comprar carne…morro de rir mergulhando na praia com ela. Converso com ela e recebo amor e carinho. Confiança, cumplicidade…Me olha com cara de “posso ir mamãe?”

Mudou minha Vida? Claro! Depende de mim. Sou responsável por ela. Em tempo bicudos, deixo de comprar algo pra mim se ela precisa de algo. Não há preguiça que resista ao olharzinho de vontade ir à rua. Não há festa que justifique deixá-la para dormir sozinha.

Faz bem para o corpo e para alma…Mas veja bem, como toda relação afetiva, dá trabalho!

Porque AMAR DA TRABALHO!

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