ZOOLITERATURA, RESENHA:  O PINTASSILGO

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ZOOLITERATURA, RESENHA: O PINTASSILGO

O Pintassilgo – Donna Tartt

Este livro ganhou o prêmio Pulitzer como romance em 2014. O Pulitzer é uma deferência conferida pela Universidade de Colúmbia, NY aos destaques de literatura, composição musical  e jornalismo.

Toda a  obra gira em torno de um protagonista que, ainda adolescente, perde a mãe numa explosão terrorista num museu em NY, onde havia uma exposição de pintores holandeses do século XVII. Durante a tragédia, em que ele sobrevive,  Theo Decker é incitado a pegar uma obra famosa: O PINTASSILGO, 1654, de Carel Fabritius. Fabritius foi discípulo de Rembrandt e mestre de Vermeer.

Fascinado pela tela de Fabritius, cresce atormentado pela dúvida entre devolvê-la ou tê-la para si, mesmo que só para observar periodicamente. A autora, cuja narração é deliciosamente elaborada, descreve a sucessão de emoções na vida de Theo Decker, que passa a viver na casa de um amigo rico, depois com o pai alcoólatra, onde conhece Boris, filho de imigrantes russos. Sua vida daí para frente se encaminha para a drogadição e seu trabalho com arte, cada dia mais ilegal. A obscessão pela tela O PINTASSILGO o leva a uma perigosa relação com criminosos especializados em roubo de obras de arte, tráfico e assassinatos.

Este maravilhoso romance não é exatamente zooliteratura, ou não diretamente. Trata-se de ficcção sobre a famosa tela com, seguramente, o mais conhecido pássaro das artes plásticas, um pintassilgo, expressivo, altivo, a despeito de estar cativo e que cativou o artista Carel Fabritius; o personagem do livro, Theo e a todos os que tem o privilégio de o conhecer pessoalmente. Este pequenino espécime de pássaro provoca fascínio em todos que o veem!

 

Tartt, D. O pintassilgo. Companhia das Letras, 2014.

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